Sento-me no banco da eternidade
Balanço os pés na institiva defesa
de esconder a penúria, a incerteza
da certeza de encontrar a verdade
Sou, indigente pensador,escondido na pele de um miserável
desafiador da sociedade
portador de uma dor insuportável
Sou,excessivamente criticado,
destinado á solidão de um túmulo
forasteiro de mim mesmo
afastado do meu rumo
Tenho,olhos fixos nos transeuntes,
sou,artesão das emoções
trazidas pelas brisas do vento
que trespassam corações
Sou,consumidor do conhecimento
daqueles que não tem medo de ser o que são
Sou vida;
Sou exemplo daqueles que mendigam o pão
Sou um poeta da vida
que dorme sob o luar
mas tal como os homens
Sou pó e em pó me hei-de tornar.
IC,22/02/2011
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