quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Poeta da vida

Sento-me no banco da eternidade
Balanço os pés na institiva defesa
de esconder a penúria, a incerteza
da certeza de encontrar a verdade

Sou, indigente pensador,escondido na pele de um miserável
desafiador da sociedade
portador de uma dor insuportável

Sou,excessivamente criticado,
destinado á solidão de um túmulo
forasteiro de mim mesmo
afastado do meu rumo

Tenho,olhos fixos nos transeuntes,
sou,artesão das emoções
trazidas pelas brisas do vento
que trespassam corações

Sou,consumidor do conhecimento
daqueles que não tem medo de ser o que são
Sou vida;
Sou exemplo daqueles que mendigam o pão

Sou um poeta da vida
que dorme sob o luar
mas tal como os homens
Sou pó e em pó me hei-de tornar.

IC,22/02/2011

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